Bom, vamos lá. Hoje
faz um ano que postei uma foto sobre meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso no facebook e na ocasião estava escrevendo a respeito do Bullying na esfera escolar.
Para minha
surpresa, também hoje me deparei com uma notícia num dos feeds de colegas de sigo e que agora se encontra nos noticiário de todo pais, sobre um adolescente que atirou contra seus colegas de sala em uma escola de
Goiânia, matando dois e ferindo mais outros quatro, por, possivelmente, sofrer
bullying dos colegas.
Infelizmente o
bullying sempre esteve presente nas escolas brasileiras, não como nos filmes de
sessão da tarde que retratam uma realidade totalmente norte americana, mas ao
modo brasileiro mesmo, descasos com aparência, cultura, preconceito e diferenças de ordem econômica. Geralmente, adolescentes mais simples, mais calados devido às
suas características pessoais ou até mesmo mais abastados economicamente,
passam por gozações, irritações e segregação por partes de outros colegas que se dizem mais descolados, dentro dos padrões tidos pela sociedade como os aceitos para que um indivíduo integre grupos e se sinta aceito grupos escolares e, até mesmo, no trabalho.
Ocorre que este
tipo de violência está aumentando nas escolas do Brasil, seja devido à necessidade de aceitação em grupos, das diferenças físicas, econômicas, podendo ocorrer também por causa de adolescentes que recebem uma má
educação em casa, de adolescentes sem limites, desacostumados a
ouvirem não e criados por pais relapsos que deixam o problema tomar proporções cujas consequências são essas ocorridas na escola de Goiânia.
Sempre tive a opinião de que educação se recebe em casa e assim sendo, tanto as coisas ruins como as coisas boas, aprendemos na esfera familiar. Sentimentos como o preconceito, a raiva, o ódio, o racismo; e sentimentos como o agradecimento, o respeito ao próximo, o amor ao próximo e pelos animais, todos, vem do seio familiar e por isso, acredito que o bullying vem de lá também, como comportamento do bullie, ou aquele que faz o bullying em outrem, também é adquirido em casa. Seja esse gerado por pais que não suprem as necessidades emocionais dos filhos, gerando neles um sentimento de angustia, mágoa que será descontado futuramente num colega de sala, ou gerado por pais que tem na convivência familiar a presença de violência, seja doméstica, sendo essa a de adolescentes que presenciam brigas físicas dos pais, podendo até estar sofrendo violência física ou outro tipo de abuso em casa.
Enfim, o comportamento bullie, pode estar sendo gerado até mesmo pelo próprio fato dos pais não participarem da vida do filho, por esses estarem jogados na sociedade e aprendendo a viver à seu modo e à sua maneira sem a participação dos pais, o abandono emocional.
Mas, esse tipo de comportamento traz consequências cuja magnitude pode gerar danos psicológicos irreparáveis, principalmente para quem sofre. Entre esses danos, temos a insegurança, ansiedade, transtornos psicológicos irreversíveis, depressão e até levar o adolescente ao suicídio. E na pior hipótese, não desmerecendo as anteriores, um adolescente pode entrar atirando para se vingar dos colegas que efetuaram gozações, segregações, ofensas e até violência física, assim como aconteceu também numa escola no Rio de Janeiro, denominado o massacre de realengo.
Mas e aí? Como resolver isso?
Primeiramente, na minha opinião, e repito, na minha opinião, pais e escola não podem estar omissos ao fato, devem estar por dentro do que ocorre na vida de seus filhos, bem como a escola estar por dentro do que está acontecendo dentro das salas de aula, nos intervalos, nos cantos da escola, como banheiros, e levar a sério quando chega a notícia de que um aluno está com reclamações acerca de outro, ja que o bullying acontece de forma sorrateira.
Quando se tem uma reclamação de que um aluno, por diversas vezes reclamou de um outro, providências já devem ser já tomadas.
E os pais, em casa, devem estar atentos ao que acontece com os filhos, devem perguntar sempre como foi o dia na escola, e dar espaço para que o filho possa falar e fortalecer esse diálogo, sempre. Lembrem-se, uma simples pergunta do tipo: Como foi seu dia na escola hoje? Pode ser definitivo para que se descubra que seu filho está passando por uma situação desagradável na escola.
E os pais, em casa, devem estar atentos ao que acontece com os filhos, devem perguntar sempre como foi o dia na escola, e dar espaço para que o filho possa falar e fortalecer esse diálogo, sempre. Lembrem-se, uma simples pergunta do tipo: Como foi seu dia na escola hoje? Pode ser definitivo para que se descubra que seu filho está passando por uma situação desagradável na escola.
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